sábado, 27 de março de 2010

UM ANJO CHAMADO ISADORA


Os palhacinhos perderam suas cores, os patinhos fugiram de volta para as "matrizes", as linhas voltaram para os seus retros, as agulhas se esconderam nos dedais...

Os bordados: companheiros, conselheiros e consoladores das mães estão umidos de dor.

O Anjo Isadora voltou hoje para o céu.

Kátia Emmel

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mulheres de Aço e de Flores


"Linhos e linhas nas linhas da alma. O artesanato das mãos atingia as origens de nossas causas.O que bordávamos no pano bordávamos mesmo era dentro de nós.Em cada desenho entrelaçado de linhas, e entrelaçamento das tramas que são próprias da vida real. Os ciumes, os desejos secretos, os medos sem causa, os justificáveis.Em cada linha e cor, um respiro de esperança, um pedacinho de dor. Sou mulher de bordados extensos.Nunca temi a demora das tramas".
Nesta espera angustiante e esperançosa da sala de UTI neonatal, onde espero pela Marta e Milena, observo estas mães que opitaram por bordar para passar o tempo,a dor, angustia e aflições. Opitaram por não perder as esperanças... vez que outra erguem o rosto e dão um sorriso forçado e dão outro laço na linha como se ali estivessem reforçado mais e mais a linha da vida de seus bebes que estão lá entre fios, carinhos, eletros, doutores, luzes artificiais e espera...

Dia desses tentando distrair a Martinha numa troca de plantão (horário em que os bebes são "estudados") entramos na livraria Saraiva e nos chamou atenção ao mesmo tempo, o livro: MULHERES DE AÇO E DE FLORES" do padre Fábio de Melo...Decidi na hora presentear elas duas. Acho que todas aqui são de AÇO E DE FLORES

Kátia Emmel

quinta-feira, 11 de março de 2010

UNIVERSO MILENA

Estou afastada do Blog dando um pouco de amor a Milena que ta precisando de muito carinho...Logo voltarei a "blogar" e contarei noticias MARAVILHOSAS dela conforme combinei com nossa senhora.

O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem..

Guimarães Rosa

Beijo Kátia Emmel

segunda-feira, 8 de março de 2010

O MENINO VAN HELDEN


O Menino veio ao mundo abençoado por Virgem Maria, nasceu no hospital do interior e foi lá que caminhou, fez amigos (filhos dos amigos dos pais dele), ganhou um cavalo(herança de algum avô)e dizem até que tem uma praça com o nome do avô materno. Ele criou raízes, mas um um dia o minuano soprou forte andou extraviando álbuns de casamento,destelhando sonhos e deixando na poeira as promessas feitas no altar. Veio o menino e a mãe que já fora criada para alçar voou alto, na cultura, literatura, na vida. vieram para Porto Alegre.
O Menino foi matriculado no melhor colégio, a mãe se firmou na sua profissão e vejam só a avó que mais parece uma daquelas mulheres tiradas de revista, que moram no exterior e trazem de lá "a moda", é sucesso na cultura, sim, enche teatros e sai notas dos trabalho dela no maior jornal do estado. Ouvi falar que já andou dando entrevista para televisão.
É mas o menino é abençoado bela virgem santa sim, passa as férias de inverno no lombo de seu cavalo no Alegrete onde nasceu, corre de bicicleta com os amigos que deixou pela "praça do avô" e desfila na semana farroupilha. Quando chega o verão surfa numa das mais badaladas praias do litoral gaúcho. Não virou guri de apartamento, assiste incansávelmente dvds do U2 ao mesmo tempo que ainda brinca com carrinhos pelo tapete da sala de estar. O menino ta crescendo não perdeu a essência e não precisou escolher pode preservar suas raízes e esta aprendendo com a cidade grande.

Kátia Emmel

domingo, 7 de março de 2010

Mãe LAURA


Tenho às vezes vontade de ser
Novamente um menino
E na hora do meu desespero
Gritar por você
Te pedir que me abrace
E me leve de volta pra casa
Que me conte uma história bonita
E me faça dormir

Só queria ouvir sua voz
Me dizendo sorrindo:
Aproveite o seu tempo
Você ainda é um menino

Apesar da distância e do tempo
Eu não posso esconder
Tudo isso eu às vezes preciso
Escutar de você

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me conte uma história
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me abrace forte
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Quantas vezes me sinto perdido
No meio da noite
Com problemas e angústias
Que só gente grande é que tem

Me afagando os cabelos
Você certamente diria:
Amanhã de manhã
Você vai se sair muito bem

Quando eu era criança
Podia chorar nos seus braços
E ouvir tanta coisa bonita
Na minha aflição

Nos momentos alegres
Sentado ao seu lado sorria
E nas horas difíceis podia
Apertar sua mão

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me conte uma história
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me abrace forte
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Tenho às vezes vontade
De ser novamente um menino
Muito embora você sempre ache
Que eu ainda sou

Toda vez que te abraço
E te beijo sem nada dizer
Você diz tudo que eu preciso
Escutar de você

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me conte uma história
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Lady Laura, me abrace forte
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura, me beije outra vez
Lady Laura

Lady Laura, Lady Laura, Lady Laura
Lady Laura, Lady, Lady, Lady Laura, Lady Laura

Roberto Carlos

UM VERSO A MOACIR NASCIMENTO - Valter Portaleti

Mais um gaudério que parte,
outra saudade que fica,
somente o Patrão explica
as razões, deste aparte.
Mas quem trabalha com a arte
e encanta com seu talento,
não morre cento por cento,
fica um pouco na memória,
Para contar a história
De Moacir Nascimento...

Campeiro das madrugadas,
Fez da vida poesia,
Cantando o dia a dia,
das festas e camperiadas...
Deixou em sua jornada
Um rastro de emoções
e da cidade aos galpões
Seu canto foi um louvor
e um atestado de amor
Ao santo chão das Missões...

O céu precisou de um gaiteiteiro
Pra tocar no infinito
E acompanhar o Manoelito
Num estilo missioneiro,
por certo outros parceiros
Dirão: te achega Moacir,
que os anjos querem ouvir
Vocês cantando em dueto
E compondo belos sonetos
Com Jayme, Noel e Cenair...

Fica o verso nativo,
Tal como um eco nos pampas,
E a gauchesca estampa
Deste torrão primitivo,
Como forma de incentivo
A quem não lhe conheceu.
O poeta não morreu,
Pois deixou um testemunho,
Que se renova em algum punho
Os versos que ele escreveu...

Ler

" A intimidade do leitor com seu livro só o silêncio abençoa"

Martha Medeiros