domingo, 9 de janeiro de 2011

A PRAÇA DA CATEDRAL DA CASA DELES


Hoje encontrei Tio Pedro, o professor: Pedro Osório do Nascimento, ele conversava com um amigo na praça da catedral “da casa dele”... Ele perguntou: “como esta Porto Alegre? Continua sentado no Cais no Porto?” Fiquei sem resposta e emocionada diante da forma poética que ele iniciou nossa breve conversa.



A Casa não é mais dele diante da lei dos homens. Ela foi vendida, pois ficou gigante somente para ele e sua saudade...



Diante da “lei do meu coração” ela será eternamente a casa da Tia Alba e do Tio Pedro...a casa da nossa infância, com coca-cola mini, a árvore de uvas do Japão, a TV colorida, a casa de onde eu via os pais atravessarem a praça com seus filhos fantasiados para o matine de carnaval do clube gaúcho...Um dia atravessei também...de mãos dadas com a mãe e tia...ô tarde glamorosa, divertida, fui apresentada aos confetes e serpentinas, dei voltas no salão.



Era na cozinha da casa da esquina que o tio Pedro nos deu muitas e muitas aulas de cultura, por muitas vezes eu não o ouvi, só admirei e me enchi de orgulho de ter o mesmo sangue. Contava-nos da sua infância, adolescência e Juventude dele e da vó Dileta, no interior de SA.O primo deles . o Dr. Ernesto (do hospital ali da esquina...Nossa sra. De Lourdes) fazia faculdade de medicina e quando vinha de férias ensinava o que havia aprendido e a vó saia medicando o povo no interior verificando febre, conta o tio que as pessoas achavam que a vó tinha o poder de “tirar a febre” e assim resumidamente eram nossas conversas nossos laços jamais desatados.



Quando a tia Alba decidiu partir não imaginou que me deixaria um pouquinho órfã, que na manhã de sua partida eu sonhei que conversava com ela, acordei com a ligação da mãe avisando que ela havia nos deixado. Esta é uma daquelas saudades que nunca irá passar.



Os dois eram complementos um do outro, sempre serão uma parte minha mesmo sem saberem da sua grande importância na minha vida e a praça da catedral como a casa da esquina sempre serão da Tia a Alba e do Tio Pedro neste canto aqui meu onde guardo as melhores lembranças.

5 comentários:

  1. Fiquei lendo cada pedacinho do teu texto e imaginando as cenas q vc descreveu,Ká querida...Tanta saudade, tanto afeto, coisas (e pessoas) q nao voltam mais, mas q com toda certeza estao dentro de nós, na nossa memória mais doce.
    Sempre gostei dessa casa de esquina, passava e ficava admirando (desde pequena).
    Essas saudades, realmente, nunca diminuem...pelo contrário, só aumentam...
    Mega bjo.Lindo dia.Saúde e paz sempre.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. estou emocionada com tanta coisa linda que vc escreveu..que lembranças gostosas com cheirinho de café preto que eles adoravam tomar nas xícaras laranjas...de posar lá para ir na Boate...do carinho da tia Alba em dar 10,00 para mim comprar um "ruge" rsrrsrs...amei...
    ganhei meu dia!!!
    te amo

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  4. Desculpa a demora para responder,fiquei sem palavras para manifestar as emoções despertadas,muitas mesmo,lembro de você toda vez que vou a praia ou assisto filmes de terror (potergeist hehehe)ou quando minha esposa faz chapinha (sem o ferro de passar é claro),muitas boas lembranças que hoje conto para meus filhos (quem diria ),um abraço e um beijo fraterno Mana do coração
    Ass.Márcio

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